O designer Felipe Luchi

Estamos presos à tecnologia?

Estamos conectados digitalmente desde que acordamos até a hora de voltar para a cama. Um fenómeno diário, que começa em casa até ao trabalho, reduzindo a barreira já por si só ténue que é a separação entre “estar em casa” de “estar no trabalho”. Digo isso, por que tenho três contas de email configurados no meu smartphone, ao qual podemos adicionar todos as famosas redes sociais do mercado.

Aliás, as redes socais deixaram de ser local de brincadeira para os ociosos. Tanto os Smartphones ou os Tablets, conquistaram os seus lugares eliminando barreiras de espaço e de tempo. As pessoas transformaram-se em clientes ligados 24h por dia, e as empresas sabem disso melhor que ninguém. A ligação cliente/empresa deixou de ser unidirecional, pois fazem parte de um processo. O que significa que as informações sobre os produtos tornam-se mais importantes do que o próprio produto em si.

O que fazer com tamanha revolução? Ou ficamos parados e as transformações passam-nos por cima ou nos adaptamos. Já imaginou um App que permite aos clientes lerem um código de barras que querem comprar, tanto nas suas casas ou na casa de um amigo e adicioná-los ao carrinho de compras? Já existe e pertence a empresa Tesco.

É impossível prever aonde a tecnologia nos vai levar, mas há um consenso quase que generalizado de que seremos dominados pelas máquinas.

Imagem: O designer Felipe Luchi